Apartamento 33
Um estranho, segredo
Um brasileiro. Um sueco. Cinco anos de idas e vindas em um apartamento de São Paulo — e um amor que só existiu entre quatro paredes.
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Nem todo amor pede licença para existir. Nem todo amor nasce para ser nomeado.
Em Apartamento 33, um brasileiro e um sueco, com vidas desencontradas pelo tempo e pelas convenções, dividem um amor que nunca coube à luz do dia.
Enquanto aos olhos do mundo eram apenas sombra, entre quatro paredes acendiam o que jamais pôde ser luz. Sob a penumbra de um espaço cúmplice, viveram anos de um amor sem nome, sem promessas, mas impossível de esquecer.
É um romance sobre afetos que desafiam rótulos, e as marcas que permanecem quando o amor escolhe o silêncio como abrigo.
Háamoresqueescolhemosilênciocomoabrigo,eaindaassimpermanecem.
“Há amores que não se apresentam ao mundo. Vivem em chaves que abrem apenas uma porta, em malas que chegam e partem sem aviso.”
Valeu. Porque foi amor.
”“Cinco anos de idas e vindas, de camas que se juntam e se separam — e uma despedida que coube num abraço que nunca foi dado.”
Quatro chaves para
atravessar a porta
Espaço, geografia, música e tempo — os quatro eixos que sustentam uma narrativa em mosaico, contada entre o prólogo e a despedida.
Um segredo entre quatro paredes
O apartamento é mais que cenário: é limite e possibilidade. A chave cedida ao hóspede estrangeiro concede abrigo, mas também define onde esse amor pode — e não pode — existir.
Escondido do mundo, o vínculo se alimenta da penumbra que o protege.
De São Paulo ao Paraná
Narrador brasileiro e Sven, sueco recebido pelo programa FAW. Entre a multidão anônima da metrópole e a viagem à terra natal no interior, hospitalidade se confunde com entrega.
A cena sob a mangueira condensa a tensão entre dor e cura que atravessa a narrativa.
Capítulos que soam como música
Epígrafes musicais abrem cada capítulo, criando uma trilha interna que amplia o que as palavras não dizem. Prosa direta e passagens líricas se alternam como o próprio ritmo da relação.
A música não ilustra — constitui. É cenário sonoro que o leitor carrega consigo.
Cinco anos em mosaico
Do "Prólogo de um Epílogo" à carta jamais enviada, a obra se constrói em capítulos breves, não-lineares, que formam um mosaico afetivo de encontros, reconciliações e despedidas.
Um desenho circular: o desfecho é antecipado, e mesmo assim o caminho comove.
A. M. Anjos
Autor
Nasceu em 1970 em Uraí, uma pequena cidade do interior do Paraná, fundada e colonizada por japoneses e brasileiros de várias partes do País. Reside em São Paulo desde 1995.
Formado em Direito pela Universidade São Francisco de Bragança Paulista (1994), atua na área de Falências e Recuperações Judiciais. Graduou-se em Psicologia pela UNINOVE (2024), com especialização em Psicanálise desde 2016. Atualmente atua como psicanalista e participa ativamente de grupos de estudo na área.
Amante das viagens, explorou dezenas de países e dedica-se à escrita de poesias e contos — alguns dos quais têm sido compartilhados em suas redes sociais. Em Apartamento 33, o olhar de psicanalista encontra a memória do interior paranaense e a São Paulo cosmopolita que o adotou.
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